10 coisas que aprendi em 9 anos de faculdade

Todo mundo formado, todo mundo passado, só esperando a formatura e pegar um canudo vazio para beber horrores. Eu já esqueci muita coisa que aprendi na faculdade, e muitos esquecerão nesse porre, mas a faculdade ensina coisas que não nos esqueceremos.

1. Para aprender alguma coisa, tem que colocar a mão na massa. Isso significa entrar no mercado.

Na época da Computação era um pouco importante, mas ter uma formação acadêmica, que o fizesse ter o estalo da lógica da programação (coisa que parece faltar pra muita gente hoje, que faz informática), ajudava a se diferenciar dos que faziam Computação por fazer. Já na Publicidade, é essencial se largar pro mercado nos primeiros semestres, por dois motivos: o primeiro é que em ambas as minhas graduações, existiram cadeiras inúteis para a nossa formação como ser humano. Pensei que isso acontecesse dentro da barriga das nossas mães. Antropologia, ahã, Cultura Religiosa, ahã, Filosofia, ahã, Ética e Cidadania, ministrada por um médico, ahã, me fizeram mexer muito melhor no Photoshop. Ahã. O segundo motivo é que o que tu aprende em aula necessariamente não é o mesma coisa que o mercado usa.

2. Seja amigo dos professores, mesmo dos que você não gosta.

Por quê? Simplesmente porque dependemos deles nos arredondamentos de notas, exames e banca do TCC.

3. Assim como no colégio, você vai sentir saudade da faculdade pelas festas, risadas e momentos com os colegas, e não das aulas, laboratórios ou da infra-estrutura.

A melhor época da Unisinos foi quando jogávamos sinuca no Centro Acadêmico, e a aula de Banco de Dados 2 rolando. No IPA, tudo o que acontecia fora da sala de aula. Não quero lembrar dos tetos mofados, dos computadores com OpenOffice que estragava nossos trabalhos feitos no Word, e da biblioteca com sua extensa coleção de livros. Ahã.

4. Você não precisa guardar em caixas-arquivo o material de cada semestre. Salve só o que interessa, como xerox de livros inteiros (e olhe lá!).

Quatro anos e meio de Unisinos em salvei em uma caixa arquivo de papelão. Cada semestre de Publicidade eu guardava em uma caixa de papelão também. Terminaram as aulas e transformei 8 caixas em 1, jogando fora provas, trabalhos e todos aqueles capítulos de livros que os professores dizem que cairão na prova, mas que no final das contas servem apenas para ocuparem espaço na mochila.

5. Escolha uma faculdade com boa biblioteca.

A da Unisinos era foda. Tinha tudo e várias opções do mesmo. Era isso que eu gostaria de comentar.

6. Seja legal com os colegas, eles podem se tornar teus chefes no futuro.

Ainda mais se teus colegas já estão adiantados no ponto 1, e você continua vendo malhação porque se identifica com os personagens de 16 anos interpretados por adultos de 28.

7. Não é a universidade que forma você, mas é você que forma a universidade.

Os professores fornecem o mínimo para que você aprenda o necessária. O diferencial começa no momento que você vai além das cercas da instituição. A partir daí, cabe à faculdade te segurar dentro dela.

8. Bons professores fazem a diferença.

Porque eles te inspiram a fazer o ponto 7.

9. Não entendeu em 4 anos? Vai e compra o livro.

Marketing? Vai de Kotler. História do Design? Vai de Meggs. Vender mais? Vai de Dan Brown ou Stephenie Meyer. O resto? Vai de Google.

10. Se virol.

Esse talvez seja o ponto mais importante. No colégio, o que temos que estudar está nos livros que compramos no início de cada ano. Na faculdade, nas boas, não basta ficar na bibliografia básica e muitas vezes os professores não explicam tudo durante a aula. É aí que cada um de nós desenvolve o QVP, Quoficiente de Viração Própria, e parte pra luta.

11. O que não aprendi: não deixar tudo para a última hora.

Ah sim. Tive seis meses para fazer o TCC. Fiz nos dois últimos. Tive três meses para fazer as peças gráficas de uma campanha para o cliente, fiz nas últimas duas semanas. Isso é terrível e é coisa de brasileiro. Espero que, agora fora da faculdade e fazendo somente o que se gosta, a coisa mude.

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